O ciclo do amor imaturo – Porque nos auto-sabotamos quando estamos felizes

Textos

Se você, assim como eu, adora doces, deve imaginar a tentação de comer todas as balinhas de iogurte do saquinho que você acabou de comprar no mercado. Porque sabe que depois do sabor docinho vêm a culpa de não guardá-las para mais tarde.

E é isso que um ciclo amoroso imaturo faz com a gente. Nos sentimos culpados por estarmos felizes pelo nosso inconsciente basicamente achar que não somos dignos de ter tal regalia e nos “pune”. A explicação de porque isso acontece não é a mesma para todos os casos, mas na maioria, foi resultado de frustrações afetivas na infância, onde um dos pais não deu a atenção devida ou não manifestou um “amor egoísta” pelo bebê, que é extremamente necessário nessa fase. Não entendeu? Espere que vou esclarecer.

Pais projetam tudo que eles queriam em seus filhos antes mesmo dele nascer, e quando ele nasce imediatamente leva um choque, pois ele é indefeso e incapaz. A mãe o alimenta e cuida dele, mas nessa fase ele mal sabe que tem uma mãe, para ele é tudo fruto de sua imaginação pois quando ele chora a mãe compreende sua necessidade e a satisfaz. Essa fase é totalmente egoísta, e se estende ao decorrer do desenvolvimento da criança onde o amor que ele recebe deve ser exclusivista. O que muitos pais acabam não suprindo e a criança cresce com o ódio de seus genitores, porém a própria reprimi seus sentimentos negativos que são armazenados no seu subconsciente, o que piorar quando os pais projetam todo o futuro da criança sem que ela tenha suas escolhas.

Isso na vida adulta tem um impacto enorme, porque acabamos nos condenando por ter pensamentos ruins sobre nossos pais ou até mesmo sobre a vida, e achando que nunca somos dignos de amor. O que afeta nossa vida em todos os sentidos porque por esses pensamentos de culpa podemos desenvolver fugas prejudiciais para nós mesmo e afetar nossos relacionamentos afetivos e nossa vida social.

Sempre nos sentimos machucados e precisando de cuidado exigindo muito do outro e projetando todo o amor infantil que esperamos no outro, esquecendo que de forma madura devemos dar o amor que esperamos receber. E esse vicio pelo amor e sua procura crescem ainda mais dentro de nós e acaba nos consumindo.

Mas calma que isso não dura para sempre, o primeiro passo é identificar o que você guarda ai dentro a tanto tempo que te faz mal. O segundo é aprender a deixar o passado para trás e não deixar que ele afete sua vida daqui para frente e usar sua racionalidade com seu emocional. O terceiro é ser persistente pois a caminhada é longa e vão aparece muitas barreiras mas você tem que tirar essas dificuldade como lição para amadurecer.

Eu, pessoalmente, sei que essas coisas levam tempo, e tomar atitudes diante desta situação é difícil, mas precisamos de perseverança para nos tornarmos pessoas melhores, não melhores para os outros mas para si mesmas, assim poderemos ser mais fortes a cada dia para nossas lutas diárias!

Hemilly Ramos
POR Hemilly Ramos

Olá, meu nome é Hemilly, 17, moro no interior do Paraná, feminista, caloura de Psicologia e cinéfila de plantão. Estou disposta a fazer amizades e ajudar as pessoinhas o tempo todo, e o objetivo principal é espalhar o amor!