Papo das Minas: Menstruação não é tabú!

Comportamento

Estamos em 2016 e as meninas ainda têm receio de falar sobre menstruação. O assunto é tratado com tabú, como se fosse algo nojento. Até quando vamos ter vergonha de falar que sim, sangramos todo mês, compramos absorventes, sentimos cólicas e que é completamente natural nas vidas das mulheres desde sempre?

Por causa desse tabú, muitas meninas não sabem lidar com a menstruação. Várias dúvidas existem, e também a vergonha de correr atrás de ajuda ou de respostas. Seja com 12 anos ou 25, a menstruação faz parte da sua vida!

Percebendo a urgência de ajudar nossas leitoras a se sentirem mais confortáveis com o assunto, lançamos nosso primeiro Papo das Minas: um post quinzenal com nossa equipe respondendo perguntas sobre um assunto específico. Para deixar o post mais recheado, tiramos dúvidas de leitoras com a ginecologista Marcela Duarte e preparamos uma surpresa no final.

Foto: Georgia Grace Gibson

Foto: Georgia Grace Gibson

Vamos aceitar nosso corpinho e amar tudo que nos faz mulheres? Bendito seja nosso sangue de cada mês!

Com quantos anos você menstruou pela primeira vez? Como buscou informação do que fazer?
Sabine d’Alincourt, 21 anos

Com 13 ou 14 anos. Eu tinha vergonha do assunto, então não sabia muito bem como fazer além do básico “usar absorvente”. Como ficava direto na internet e estava sozinha em casa, perguntei à uma amiga virtual como lidar com a situação. Não tinha absorventes em casa, coloquei papel higiênico na calcinha e corri para a farmácia!

Marcela Porto, 19 anos

Com 13/14, não lembro direito. Minha mãe já tinha me informado tudo possível sobre e comprado absorventes. Quanto menstruei estava sozinha em casa, mas já sabia o que fazer, inclusive lembro da minha mãe falando que voltou correndo pra casa com medo de me achar desesperada no chão do banheiro, mas eu já tava de boa no computador, haha (só ainda não tinha descoberto que absorvente tinha adesivo).

Cecília Souza, 16 anos

Com 13 anos e eu busquei as informações no Google, bem moderna.

Luana Haeser, 17 anos

11 anos, não busquei, só coloquei um absorvente e e esperei um dia pra contar pra minha mãe porque fiquei com vergonha.

Maria Lembrança, 24 anos

Eu menstruei com 13 anos. Na época, aqueles livrinhos tipo “Coisas que toda garota deve fazer” estavam super no auge e a maioria das minhas amigas já tinha menstruado, então eu já tinha bastante ideia do que fazer, mas a primeira pessoa a quem recorri foi minha mãe.

Monick Arruda, 19 anos

Com 11 anos! Foi bem traumático porque achei que era xixi de beterraba, mas aí lembrei que não tinha comido e virei chorar,hahaha. Minha mãe ouviu e me ensinou tudo e ajudou muito nesse dia mesmo.

Caroline Oliveira, 21 anos

Não lembro bem, mas acho que eu tinha uns 11 anos. Eu saí correndo e chamei minha mãe pra me ajudar, sem ter ideia de que aquilo era a tal de menstruação. Ela me deu um absorvente e conversou bastante comigo nesse dia.

Luana Helena Uessler, 18 anos

Com 11 anos, minha mãe me auxiliou.

Luma Nunes, 23 anos

Eu menstruei com 15 anos. Em casa, sempre conversamos abertamente sobre o assunto, eu minha mãe e minha irmã mais velha. Então foi tranquilo.

Sofia Paschoal, 17 anos

Com 11 anos. Conversei com minha mãe.

Mariana Pires, 18 anos

Menstruei pela primeira vez aos 12 anos e meio que já era esperado, já que minha mãe já tinha me ensinado sobre como usar o absorvente e como funcionava tudo direitinho. O único susto foi ter descido logo na escola (Carrie, A Estranha feelings).

Marina Demori, 21 anos

Menstruei com 12 anos, minha mãe sempre foi muito aberta comigo sobre tudo, então eu sempre soube o que fazer e como fazer.

Ilustração: Rastros Ilustrados

Ilustração: Rastros Ilustrados

Sua relação com a menstruação mudou com os anos?
Sabine d’Alincourt, 21 anos

Totalmente. Menstruação para mim era um assunto que eu morria de vergonha. Com o tempo percebi que não tem nada para eu ter vergonha sobre, as mulheres menstruam mensalmente e é natural. Não tenho papas na língua para falar do assunto, nem com minhas amigas, namorado ou desconhecidas. Também não tenho nojo do sangue, ele faz parte do meu corpo.

Marcela Porto, 19 anos

Com certeza! Antes era algo absurdamente nojento pra mim e eu mal podia olhar para, hoje em dia eu lido com bem mais naturalidade. Uma coisa que me ajudou muito a lidar com isso também foram os aplicativos de controle, sabendo qual a previsão para ficar menstruada e para parar fica tudo mais tranquilo.

Cecília Souza, 16 anos

Mudou muito! Antes eu achava que menstruar era uma coisa completamente chata, entediante e desnecessária, só que conforme eu fui tentando aprofundar assuntos sobre meu corpo descobri que ela diz sobre minha saúde, qualidade de vida e afins, só me irrita às vezes quando penso nas idas a praia que estou perdendo. :(

Luana Haeser, 17 anos

Muito! Eu morria de vergonha no começo, mas depois de um tempo percebi que menstruar é uma coisa extremamente natural. Hoje em dia eu falo sobre menstruação o tempo todo.

Maria Lembrança, 24 anos

Sim. No começo eu tinha vergonha, não gostava de jeito nenhum. Depois comecei a ter impaciência porque ela era muito desregulada, me causando situações de estresse. Depois comecei a tomar pílula e ela regulou bem! Hoje eu a amo e bato palmas de felicidade toda vez que ela vem, hahaha.

Monick Arruda, 19 anos

Minha relação com minha mudou muito de uns tempos pra cá! Eu sofria muito com um fluxo totalmente desregulado e intenso por causa do meu hipotireoidismo, hoje em dia com meu tratamento endocrino e ginecológico tá tudo lindo!

Caroline Oliveira, 21 anos

Sim! Primeiro foi a fase de ”que legal, finalmente sou mocinha”, depois a fase do ”que vergonha falar sobre isso” e agora a fase onde, depois de tantos anos, eu me acostumei. Às vezes eu acho chato e incômodo, como quase toda mulher, mas com certeza esse assunto não é mais um tabu pra mim.

Luana Helena Uessler, 18 anos

Mudou sim. Antes eu a odiava, hoje a compreendo como parte do meu corpo, do meu eu.

Luma Nunes, 23 anos

Não. Sempre encarei com tranquilidade.

Sofia Paschoal, 17 anos

Sim, comecei a compreender melhor o meu corpo e, assim, a menstruação deixou de ser um problema pra mim.

Mariana Pires, 18 anos

Já tive aquela fase de odiar menstruar mas hoje em dia sou bem tranquila

Marina Demori, 21 anos

Não, sempre encarei como algo normal, que fazia parte da vida.

 

Qual método de absorção você usa e porquê têm preferência por esse?
Sabine d’Alincourt, 21 anos

Eu gostava do absorvente externo. Na verdade, era por falta de experiências e sair da minha zona de conforto. Hoje em dia não sei qual usar por causa de alergia à absorvente e não me adaptei bem aos outros métodos. Vou testar o coletor menstrual e tenho fé nesse!

Marcela Porto, 19 anos

Coletor ♥ É o mais prático dos métodos que já experimentei e o que me faz ficar mais confortável (apesar de não estar ainda absolutamente adaptada), além de ser o método mais ecologicamente correto.

Cecília Souza, 16 anos

Uso absorvente externo, porque na verdade eu me acostumei e estou bem desse jeitinho mesmo.

Luana Haeser, 17 anos

Uso absorvente externo, acho que porque já uso há vários anos e me acostumei. Mas vou trocar pelo coletor em breve.

Maria Lembrança, 24 anos

Eu uso absorvente externo majoritariamente. Não tenho problemas com eles. Mas de vez em quando uso o interno também.

Monick Arruda, 19 anos

Eu uso o coletor! Foi ele o principal agente da mudança da minha relação com a menstruação! Prefiro justamente porque além de ser o método mais sincero de todos, ele é muito prático, antialérgico e não gera lixo!

Caroline Oliveira, 21 anos

Absorvente externo mas, de uns tempos pra cá, eu tenho pesquisado bastante sobre o coletor e sempre vejo muita gente elogiando. Então, apesar do absorvente externo não me fazer nenhum mal e eu estar bem com ele, não custa nada experimentar outro método.

Luana Helena Uessler, 18 anos

Absorvente externo porém pretendo migrar para o coletor menstrual.

Luma Nunes, 23 anos

Uso absorvente interno e externo, mas quero muito usar o coletor! Até mesmo por causa do lixo que noto acumular usando o tipo de absorventes que uso… No momento, prefiro o interno. Acho que me sinto mais confortável e limpa.

Sofia Paschoal, 17 anos

Uso absorvente externo por ter medo de não conseguir retirar os outros hahahah mas quero muito começar a usar coletor!

Mariana Pires, 18 anos

Uso absorvente desde a primeira vez que menstruei, ou seja, há uns bons sete anos, então meio que já me acostumei e acho bem mais acessível. Mas ando amadurecendo a idéia do coletor por ser mais confortável e prejudicar menos o meio-ambiente.

Marina Demori, 21 anos

Usei absorvente externo por muitos anos, mesmo tendo uma leve alergia, que se desenvolveu com o passar dos anos, adquiri o coletor há um ano porém como minha menstruação é desregulada e tenho ovários policísticos eu não menstruo regularmente.

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Você já experimentou outros métodos? Se sim, como foi?
Sabine d’Alincourt, 21 anos

Até um mês atrás eu diria que não, mas comecei a ter alergia à absorvente externo e tive que experimentar o interno. Foi uma péssima experiência, não me adaptei à marca o.b (não consegui nem colocar) e depois de comprar muitas marcas testei o absorvente interno com aplicador. Consegui usar, porém no fim da menstruação era um pesadelo conseguir tirar ele (mesmo sendo o menor tamanho).

Marcela Porto, 19 anos

Já usei absorvente externo regularmente, e interno em casos de emergência. É sempre um pouco desconfortável no começo, mas acostuma, só não é prático por ter que trocar em um período de tempo pequeno.

Cecília Souza, 16 anos

Não experimentei.

Luana Haeser, 17 anos

Tentei usar absorvente interno algumas vezes, mas digamos que não deu muito certo.

Maria Lembrança, 24 anos

Nunca, mas gostaria de experimentar o coletor.

Monick Arruda, 19 anos

Dos 11 aos 17 eu só usava o Absorvente externo. Era horrível, uma luta mesmo! Eu tinha que usar o noturno em todas as ocasiões, me sentia de fralda, ele vazava na minha roupa, me dava alergia, cheirava forte… Péssimo mesmo.

Caroline Oliveira, 21 anos

Absorvente interno mas não deu muito certo e eu me senti bem desconfortável. Usei uma vez só pra nunca mais.

Luana Helena Uessler, 18 anos

Já experimentei o interno porém não me adaptei.

Luma Nunes, 23 anos

Ainda não, mas tenho a cabeça bem aberta.

Sofia Paschoal, 17 anos

Só absorvente interno e achei muito desconfortável pra colocar e retirar.

Mariana Pires, 18 anos

Nunca utilizei nada além do bom e velho intimus cobertura suave

Marina Demori, 21 anos

Nunca consegui usar absorvente interno.

 

Como é sua higiene íntima? E no período de menstruação?
Sabine d’Alincourt, 21 anos

Lavo com sabonete neutro no banho, o resto do dia uso o chuveirinho toda vez que vou ao banheiro. Não consigo usa só papel higiênico!
Quando estou menstruada troco no começo a cada 2 horas, tenho o fluxo intenso. No meio da menstruação já fico cerca de 4 horas. Não gosto de ficar mais do que isso porque de alguma forma suja o absorvente e ele está em contato com a pele todo esse tempo.

Marcela Porto, 19 anos

Normalmente, só lavo com sabonete íntimo no banho. Durante o período menstrual como ainda não me adaptei totalmente ao coletor, uso um absorvente pequenininho, daqueles de uso diário, quando estou com ele. Troco ele toda vez que vou ao banheiro e vejo que está sujo. O coletor em si, como pode ficar até 12 horas, eu tiro e recoloco toda vez que chego em casa, vou sair, vou dormir ou acordo, porque não dá pra ficar limpando na rua também. No fim do período menstrual, como é recomendado, limpo ele com água fervente.

Cecília Souza, 16 anos

Eu uso aqueles sabonetes granado e tomo banhos. E eu normalmente não tenho um intervalo certo de trocar absorvente. Tipo, quando eu tinha uns 14 anos eu li em algum lugar que era bom beber muita muita muita água, porque aí você poderia ir ao banheiro várias vezes e ajudava a acompanhar o fluxo, então eu peguei a mania de me hidratar mais que o usual quando menstruada? #dicas_talvez_nao_tao_corretas

Luana Haeser, 17 anos

Troco o absorvente quando sinto que preciso trocar, meu fluxo varia bastante, então não tenho um tempo predeterminado.

Maria Lembrança, 24 anos

Eu tomo muito cuidado com higiene íntima porque tenho muito medo de odores. Uso sabonete íntimo. Quando estou menstruada, troco o absorvente 3 vezes por dia, às vezes, dependendo do fluxo, mais.

Monick Arruda, 19 anos

Eu faço uso do sabonete íntimo mas não é uma regra sabe? Tem dias que prefiro um neutro e boa. Quanto ao coletor, eu troco ele sempre que faço xixi, quando acordo, no banho, e troco antes de ir dormir.

Caroline Oliveira, 21 anos

Uso sabonete íntimo algumas vezes e, durante a menstruação, eu troco muito o absorvente. Tipo, quase toda hora que eu vou fazer xixi. Eu me sinto incomodada quando vejo que ele está sujo, principalmente por ter um fluxo bem intenso. Isso é um dos fatores que mais me influencia (e mais me dá um pouquinho de medo também) quando eu penso em trocar pelo coletor.

Luana Helena Uessler, 18 anos

Procuro trocar, no máximo, a cada 3 horas. A higiene faço com sabonete íntimo mas tenho abandonado-o aos poucos para fazer apenas com água.

Luma Nunes, 23 anos

Dou preferência para calcinhas de algodão e gosto de usar sabonete intimo… Mas quando acaba não me importo em lavar com o comum. Durante a menstruação, tomo mais banhos e costumo trocar de absorvente até 4 vezes por dia.

Sofia Paschoal, 17 anos

Uso sabonete íntimo neutro e durante o período menstrual troco o absorvente quase toda vez que vou ao banheiro.

Mariana Pires, 18 anos

Geralmente eu uso sabonete líquido íntimo ou só água mesmo, sem muita neura. Mesmo procedimento durante a menstruação, só tomo mais banhos e troco o absorvente de duas em duas horas.

Marina Demori, 21 anos

Uso sabonete neutro.

Ilustração: Rastros Ilustrados

Ilustração: Rastros Ilustrados

Quais sintomas você sente durante a menstruação? Como você lida com eles?
Sabine d’Alincourt, 21 anos

De vez em quando sinto cólicas, tomo remédios para dor e fico em posição fetal vendo séries. Também sofro de TPM de vez em quando, e não tem a melhor forma de lidar a não ser ver muitas séries bobas e escrever textos sentimentais para o Girls On Road, hahaha.

Marcela Porto, 19 anos

De vez em quando uma cólica ou outra, mas nada demais, geralmente uso bolsas de água quente pra amenizar porque odeio ficar tomando remédio. E uma tpmzinha também raramente (geralmente em forma de choro sem motivo algum).

Cecília Souza, 16 anos

Eu já fiquei muito emotiva uma vez e pronto. Não sinto cólica, nem mudança de humor, free as a bird.

Luana Haeser, 17 anos

Dor de cabeça, alteração de humor, cólica bem forte, vontade de comer. Mas tento deixar de lado.

Maria Lembrança, 24 anos

Eu não sofro de cólica, mas tenho muita alteração hormonal, principalmente no humor. Eu fico bem mal e não sei lidar :~ espero passar.

Monick Arruda, 19 anos

Eu sofro de SOP (síndrome do ovário policístico) e estou tratando com anticoncepcional, sempre que chega na TPM tenho desejo absurdo de fritura, surgem muitas espinhas, minha pele fica oleosa e choro demais. Minhas cólicas agora são moderadas, mas antes de tratar eram de não conseguir nem levantar!

Caroline Oliveira, 21 anos

Sinto muita cólica, ela costuma aparecer antes da menstruação até. Algumas vezes ela vem mais fraca, outras quase insuportável que nem remédio resolve, mas isso costuma ser só nos primeiros dias e depois fico bem. Alteração de humor só as vezes, mas a vontade de comer chocolate é sempre (tipo, sempre mesmo, mas quando eu estou menstruada ela aumenta em 100% hehe).

Luana Helena Uessler, 18 anos

Não sinto muita cólica, mas me torno muito sensível a tudo. Tento me alimentar direito e evitar momentos “difíceis”, brigas, afins.

Luma Nunes, 23 anos

Fico muito irritada, inchada e tenho cólica no primeiro dia. Fico mais na minha nesses dias. Tomo um remédinho e aproveito para ter um tempinho para mim…

Sofia Paschoal, 17 anos

Fico sensível e chorona, além de me sentir inchada e ter muuuuuita cólica (sério, as vezes nem remédio melhora e tenho que ficar em casa deitada o dia todo) .

Mariana Pires, 18 anos

Apesar de usar anticoncepcional sinto muita cólica, enjôo e TPM sim. Única mudança foi a diminuição do meu ciclo, que ainda sim é forte. Geralmente eu deito em posição fetal e vivo a cólica. Raramente tomo algum remédio de dor, já que mesmo forte dura um dia em média.

Marina Demori, 21 anos

Não sinto nada diferente.

 

De quanto em quanto tempo você visita sua ginecologista?
Sabine d’Alincourt, 21 anos

Para ser sincera, só tomei vergonha na cara à menos de dois anos para ir em uma ginecologista. Desde então, tenho me consultado à cada seis meses. Já fui com intervalo menor, por questões de emergência. Já cheguei a visitar dois ginecologistas diferentes em menos de um mês para encontrar um que eu me sentisse bem também. A sua própria ginecologista te dirá quando você deve voltar.
Aliás, uma dica de quem morria de vergonha: tente não se depilar para a consulta! Pense que a médica já vê vaginas o dia inteiro, então a sua não será grande coisa para ela, hahaha. Hoje em dia vou com minha calcinha enorme, sem me depilar e fico bem relaxada.

Marcela Porto, 19 anos

Uma vez por ano aproximadamente para os exames necessários, ou conforme tem necessidade por alguma irregularidade que aconteça.

Cecília Souza, 16 anos

Eu só fui umas duas vezes, então não criei uma frequência.

Luana Haeser, 17 anos

Até hoje só fui umas 3 vezes, então não sei responder, hahaha.

Maria Lembrança, 24 anos

Confesso que sou um pouco relapsa e a última vez que fui já tem uns 2 anos.

Monick Arruda, 19 anos

Eu faço visitas anuais pra fazer um check up e de acordo com alguma alteração retorno de 6 em 6 meses!

Caroline Oliveira, 21 anos

Vou quando tem necessidade, ou tenho alguma dúvida que tenho confiança que só ela vai poder me dar uma resposta concreta (por exemplo, quando decidi tomar pílula) mas, fora isso, costumo ir anualmente.

Luana Helena Uessler, 18 anos

De cinco em cinco meses ou de seis em seis caso não haja nenhum problema.

Luma Nunes, 23 anos

Uma vez por ano.

Sofia Paschoal, 17 anos

Uma vez por ano no mínimo!

Mariana Pires, 18 anos

Anualmente.

Marina Demori, 21 anos

Uma vez por ano se tudo corre normal.

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Você se sente mais confortável com ginecologistas mulheres ou homens? Por quê?
Sabine d’Alincourt, 21 anos

Minhas consultas com médicas mulheres não foram as melhores, elas foram bem arrogantes comigo. A última consulta que tive foi com um homem, e ele foi profissional e me tratou bem. Porém, marquei a minha próxima consulta com uma outra médica mulher, prefiro conversar com alguém que além de ter estudado, já passou pelas mesmas situações que eu. Além de me assustar com histórias de abuso com homens, nunca se sabe o que pode acontecer.

Marcela Porto, 19 anos

Que mulher não se sente mais confortável com uma mulher, em qualquer situação que seja? hahaha Ainda mais pra uma coisa íntima…

Cecília Souza, 16 anos

Eu não me sinto confortável com ginecologistas… mas eu acho que não confiaria em um homem se ele tivesse barba ou pelos na cara, porque eu tenho não confio em pessoas com barba, mas o resto eu acho que tanto homens e mulheres seriam ok.

Luana Haeser, 17 anos

Mulheres, com certeza. Mesmo assim ainda não me sinto 100% confortável, mas imagino que se consultar com uma pessoa que conhece a tua anatomia seja bem menos estressante.

Maria Lembrança, 24 anos

Comecei indo em ginecologista mulher, e ela é minha ginecologista até hoje. Mas eu não teria problemas em ir em um ginecologista homem.

Monick Arruda, 19 anos

Acho que vai de como a menina se sente e ainda mais do tipo de pessoa que o médico é. Já fui em ginecologista mulher e não gostei, achei arrogante, não sei… Hoje me consulto com um homem e me sinto muito mais confortável com ele! Acredito que é até mesmo uma questão mais de empatia que qualquer outra coisa.

Caroline Oliveira, 21 anos

Mulher, com certeza. Apesar de não ser tímida pra 90% das coisas, isso entra nos 10% onde eu me sentiria desconfortável. Mas isso é muito pessoal, e existem ginecologistas homens tão bom quanto mulheres, então é tudo uma questão de ver como a pessoa é – se é educada e capaz de esclarecer todas as suas dúvidas, sempre com empatia e profissionalismo.

Luana Helena Uessler, 18 anos

Apesar do meu ginecologista ser homem por conta da especialização dele, sinto que as mulheres são mais acolhedoras. Elas já estiveram e estão em nossos lugares. Tornam-se amigas fiéis.

Luma Nunes, 23 anos

Não tenho problema com nenhum dos sexos. Ginecologista é um profissional como qualquer outro.

Sofia Paschoal, 17 anos

Mulheres! Não me sinto confortável em ficar sozinha com nenhum médico homem, muito menos ginecologista. Acho que é uma questão de conforto, de me sentir mais segura.

Mariana Pires, 18 anos

Particularmente mulheres, por me sentir mais a vontade durante os exames e por sentir uma certa empatia durante a conversa.

Marina Demori, 21 anos

Sempre fui em ginecologistas mulheres, e não me sentiria confortável falando sobre assunto de mulheres com HOMENS.

 

Como você indicaria que as leitoras mais jovens conversassem com seus pais sobre visitar uma ginecologista?
Sabine d’Alincourt, 21 anos

Eu acho que é preciso maturidade da parte dos pais também. A filha quer conhecer o próprio corpo e se sentir preparada até mesmo antes da menstruação. Sugiro explicar que você tem dúvidas e que quer conhecer sua ginecologista, se você já menstrua e quer tomar pílulas, diga que é para fazer um exame de rotina e tirar dúvidas. Na consulta a médica pode te ajudar a abordar o assunto, caso sua mãe vá junto.

Marcela Porto, 19 anos

Bem, eu não sou exemplo pra ninguém, porque como sempre fui muito regulada, só fui fazer de fato uma visita a ginecologista com quase 18 anos, mas acho que um acompanhamento é necessário até para as meninas mais novas, nem que seja só pra ver se está tudo ok (acho que quanto a isso os pais entendem) e também pra criar uma intimidade com a ginecologista quando houverem questões mais sérias.

Cecília Souza, 16 anos

Seria eu uma leitora mais jovem? Sinceramente, eu não sei nem como falar com meus pais sobre isso, então acho que sou completamente inútil nisso.

Luana Haeser, 17 anos

Eu não sou a melhor pessoa pra responder isso. Juro. Minha mãe que tem que insistir, porque eu odeio ir ao médico.

Maria Lembrança, 24 anos

Eu diria que por mais difícil que seja esse pedido, a visita ao ginecologista é extremamente necessária para a saúde das mulheres.

Monick Arruda, 19 anos

Como eu sofro de distúrbios hormonais, sempre tive muito certo em mim que ir ao ginecologista era necessário, afinal, eles podem nos dar uma luz sobre o que tá acontecendo no nosso corpinho. Eu aconselharia que toda menina visitasse um ginecologista assim que tivesse a menarca (primeira menstruação), assim, caso ela tenha algum problema, como o SOP, já pode ir tratando e dependendo do tamanho dos cistos eles já somem. Só um médico é capaz de dizer o que tá certo ou errado com a gente, tem menina que tem cólica por causa da contração do útero, tem outras que não. É questão de deixar a vergonha de lado e pensar na saúde MESMO.

Caroline Oliveira, 21 anos

Creio que muitas meninas tem medo de falar sobre isso com os pais por medo deles pensarem ”aimeudeus minha filha vai transar com todo mundo agora” mas ir em um ginecologista é preciso. Todo mundo tem dúvidas sobre sexo, menstruação, doenças, gravidez então seja sincera com seus pais. Diga que você prefere esclarecer essas dúvidas com alguém que entende sobre o assunto. E, como já disseram, é questão de deixar a vergonha de lado e pensar na saúde. É essencial que de tempos em tempos você vá em uma consulta pra saber se está tudo ok com seu corpo.

Luana Helena Uessler, 18 anos

Creio que o papo tem que ser cabeça e sincero. Desconectar a ida ao ginecologista com sexo e conecta-la a saúde da feminina.

Luma Nunes, 23 anos

Seja franca. Explique que o ginecologista é um médico como qualquer outro e que você quer entender melhor o que está acontecendo com o seu corpo.

Sofia Paschoal, 17 anos

A conversa precisa ser sincera e os pais devem entender que se trata da saúde da filha muito mais do que qualquer outra coisa. É exatamente a mesma situação de ir ao dentista, por exemplo!

Mariana Pires, 18 anos

Confesso que fiquei dos 12 até os 17 sem ir no ginecologista por medo de pedir pra minha mãe, mesmo tendo começado minha vida sexual aos 16. Foi difícil convencer a mulher, por isso meu conselho é: insistam. Se mostrem preocupadas. Digam sobre a importância que tem o exame de rotina. Se nada der certo, vão lá vocês mesmas e marquem sozinhas.

Marina Demori, 21 anos

É ESSENCIAL visitar um ginecologista depois da primeira menstruação e no mínimo uma vez por ano, se seu corpo não demonstra alterações.

Ilustração: Raquel Esquives

Ilustração: Raquel Esquives

Como não podemos responder perguntas ideais para serem feitas à médicos, a ginecologista Marcela Duarte tirou as dúvidas das nossas leitoras. Mas lembrem, cada caso é particular, então nunca troque uma visita à sua ginecologista pelo Google!

O que é período fértil e como identifica?

O período fértil é o período mais propício para acontecer uma fecundação, ou seja, uma gravidez.
Durante o período fértil, que dura aproximadamente 6 dias, o óvulo maduro sai do ovário em direção ao útero e, se for penetrado por um espermatozoide, provavelmente dará início a uma gravidez.
Trata-se da fase que a mulher está ovulando e começa 14 dias antes da menstruação descer nas mulheres que tenham menstruações regulares a cada 28 dias.

O colo do útero é a famosa ligação entre o interior útero e a vagina. Não é possível observá-lo com os olhos. A única maneira de senti-lo é tocando. Para isso, é preciso lavar bem as mãos e introduzir um dedo (o indicador ou o médio) na vagina, até sentir o “fundo” dela. dela. Você pode tentar perceber qual é a textura do colo do útero que aparece no fundo da vagina. Quando estamos perto de ovular, nosso colo do útero fica mole, mais alto, aberto e úmido. Isso quer dizer que fica mais difícil alcançá-lo com o dedo. Após a ovulação, ocorre exatamente o oposto e o colo se torna firme, mais baixo, fechado e seco, e não é necessário fazer tanto esforço para chegar ao fundo da vagina.

Os sintomas de menstruação podem variar por questões como idade e alimentação?

Sim. Os sintomas da menstruação em uma menina de 14 anos são muito diferentes dos de uma mulher de 40. A alimentação também é altamente importante, pois pode interferir na menstruação. Por exemplo: uma alimentação fraca e desregrada, pode interromper a menstruar por meses.

Existe chance da pílula anticoncepcional falhar? Nesse caso, o que é melhor fazer?

É muito difícil que a pílula falhe se tomada corretamente (lembrando que precisa ser tomada corretamente para a alta eficácia ser confirmada), mas alguns remédios podem alterar o funcionamento da pílula, e isso varia de organismo para organismo, por isso é indispensável a consulta a um ginecologista se você estiver tomando alguma medicação além da pílula anticoncepcional. Diarreias e vômitos também podem comprometer a eficácia da pílula, pois o organismo leva cerca de 4 horas para a absorção. Acredito que o melhor método de proteção além da pílula é o preservativo, porque além de seguro, não compromete a saúde.

Quais métodos existem além da pílula anticoncepcional? Existem menos agressivos e com mais chance de proteção?

Atualmente os anticoncepcionais orais não agridem o organismo como no passado. A dosagem hormonal é muito baixa, e ao contrário do que muita gente pensa, a pílula pode trazer benefícios à saúde, como regulagem hormonal e prevenção ao câncer de colo de útero. A pílula e o preservativo ainda continuam sendo os métodos menos agressivos e com maiores chances de proteção.

A pílula anticoncepcional é realmente a única e melhor solução para útero policístico?

A síndrome do ovário policístico que pode ser controlada por vários medicamentos, e o anticoncepcional é um deles. Eles variam de acordo com o quadro de sintomas da paciente e suas complicações. A utilização de anticoncepcionais hormonais como pílulas, anéis vaginais, implantes protegem os ovários contra a formação dos microcistos e diminuem os níveis de hormônios masculinos e de insulina. Mulheres que planejam engravidar também devem utilizar anticoncepcionais hormonais, em um primeiro momento do tratamento, para regularizar a menstruação.

Sabonetes íntimos são seguros e recomendados? Qual a melhor forma de realizar a higiene íntima?

Os sabonetes íntimos de marcas confiáveis são seguros e recomendados sim. A higiene íntima é melhor realizada durante o banho e de forma suave, sem uma esfregação forte que possa ferir a parte íntima. Sabonetes encontrados em lojas de produtos eróticos não são recomendados para a higiene íntima.

Qual a idade ideal para consultar uma ginecologista pela primeira vez?

A idade que a menina sentir curiosidade em conversar com a ginecologista, ainda que não tenha entrado na puberdade. Muitas meninas têm curiosidade, e é bom levá-las à ginecologista para que possam se sentir familiarizadas com o ambiente. Fora isso, é indispensável que meninas que já tenham tido sua primeira menstruação consultem a ginecologista.

No caso de alergia ao absorvente, o que podemos fazer até à consulta com o ginecologista para amenizar os sintomas?

Sempre trocar o absorvente e lavar a vagina com sabonete íntimo, que além de higienizar e regular o PH, vai trazer uma maior sensação de conforto.

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Agora vamos à nossa surpresa: nos juntamos à InCiclo para sortear um coletor menstrual tamanho B (ideal para menores de 30 anos ou que não tiveram filho)!

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O coletor menstrual é uma opção ecológica e econômica para usar em vez dos absorventes: faz bem para a saúde, para o mundo e também para o bolso.

Funciona como coletor reutilizável, o recomendável é a troca do produto à cada dois ou três anos, podendo ser usado por até 10 anos. Imagina quanto você economiza não comprando absorventes durante esse tempo?

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Nem precisa imaginar, aqui está a conta!

Pode ser usado por até doze horas, dependendo do seu fluxo. Na hora de trocar, é só lavar! O copinho é de silicone, não interfere na umidade natural da vagina e também é hipoalergênico, ou seja, a solução para quem sofre de alergia à absorventes.

E não precisa se preocupar com o uso! O coletor fica mais embaixo que o o.b, facilitando a troca. Ele fica quietinho no lugar, e por causa do vácuo você não vai sentir nenhum cheiro. Se colocar direitinho, até quem tem fluxo intenso pode usar sem medo de vazar.

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Na entrega do produto você receberá um manual de instruções, mas não custa nada a gente já explicar o quão fácil vai ser. Lave o coletor e encontre a melhor posição, como de cócoras ou em pé (não coloque deitada, viu?). Dobre o InCiclo e insira bem relaxada, senão o músculo não vai ajudar. Quando estiver dentro da vagina, por aproximadamente 1 cm da entrada, é só soltar! Durante os primeiros usos, acompanhe o coletor de um absorvente diário, até você se adaptar e ter certeza que não vai vazar.

Para retirar, puxe o coletor até alcançar a base, aperte um pouquinho para facilitar a entrada de ar e evitar o vácuo. Fazendo certinho, o sangue ficará no copinho e não vai terá sujeira.

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Para participar do sorteio, siga as regrinhas:
  1. Marque três amigas na foto oficial do sorteio no Facebook
  2. Curta as páginas Girls on Road e InCiclo
  3. Clique em “quero participar” e boa sorte!

O sorteio será realizado dia 14 de abril, às 21h. O prêmio será entregue em até 30 dias, sujeito à alteração pelos correios. Sorteio disponível apenas no Brasil.

As redes sociais de todas estão na página de colaboradoras. Não esqueça de falar para a gente qual tema você gostaria de ver no Papo das Minas!

Sabine D'Alincourt
POR Sabine D'Alincourt

Futura publicitária de 22 anos. Seu melhor dia foi no show do Green Day e seu objeto preferido é o seu CD do Cobra Starship. Apaixonada por música, moda e fotografia, ainda sonha em morar em New York.