E o que temos pra hoje é ansiedade.

Comportamento

Sabe quando você pede um lanche pra entregar e logo depois que o telefone desliga vem aquela angústia, seu estômago ronca (mesmo que antes você nem estivesse com tanta fome) e você tem a estranha sensação de que se não olhar fixamente para o relógio o tempo não vai passar nunca? Pois é, isso é ansiedade – é um saco.

ilustração Gemma Correll

A ansiedade é como um conjunto de engrenagens que nunca param de funcionar na nossa cabeça, só de pensar em ligar pra alguém a cabeça vai a mil “Tá, vou ligar. Mas quem será que vai atender? E se não for a pessoa que eu preciso falar? Será que eu vou falar certo? Vou errar o que preciso falar, melhor deixar pra outra pessoa fazer isso!” – Até que a gente desiste sem nem antes ter levantado da cama.

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E é por isso que se torna ainda mais difícil estar no século XXI, no ano de 2016 e encontrar com pessoas que consideram a ansiedade um tipo de frescura – pior ainda aqueles que dizem ser uma desculpa para deixar as coisas pra depois, comer mais, roer nossas unhas, “choramingar”.  Meus caros, já é difícil o suficiente estar convivendo socialmente e você ainda tira seu tempo para me julgar e rotular? 

Nós estamos cada dia mais ansiosos, as coisas a nossa volta giram tão rápido que quando, por um acaso, elas param, ninguém sabe o que fazer. Fica todo mundo em estado de choque, com mil coisas na cabeça mas nenhuma reação real e é então que o desespero começa a bater. Não é preciso de muito, conseguimos facilmente reconhecer uma pessoa sem bateria no celular no meio de uma aula chata, ela deve estar escrevendo na carteira, roendo unha, batendo a perna: ela está ansiosa.

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Para quem já sofre diariamente com a ansiedade, o mais aconselhado é buscar apoio, seja ele um ombro amigo, um colo de mãe, desabafar nunca é demais, compartilhar nossos sentimentos (mesmo que sejam muitos), podem aliviar muito nosso coraçãozinho e impedir que ele se estresse ainda mais!

Nos casos mais graves, aqueles que não só nos incomodam de vez em vez, mas já se transformaram em ataques do pânico, fobias e até mesmo depressão, é ideal um acompanhamento profissional: psicologas, analistas e psiquiatras existem para nos ajudar a nos entendermos melhor! Não tenha medo nem vergonha: esse é o primeiro passo para a liberdade da mente!

E pra você, sortuda e diferentona que não sabe nem como é se sentir assim, que tal desacelerar seu mundo de pouco em pouco antes de ele parar de girar por conta própria? Acredite, é frustrante se dar conta de como é bom ter o controle da sua vida só depois que já perdemos ele.

POR Monick Arruda

Uma mistura de Monique Evans dos anos 90 com Bruce Wayne, uma estudante de Relações Públicas extremamente geminiana de 19 anos. Apaixonada e aterrorizada por mudanças, meu lema é nunca permanecer a mesma mas nunca ser outra pessoa. Entendeu? É, nem eu.