Bad pós-término: como se recuperar

Comportamento

Todo mundo já terminou um relacionamento e teve AQUELA bad. Seja de namoro, amizades ou até de um emprego. Não aguenta mais sentir essa tristeza no fundo do coração e quer seguir em frente? Vamos lá para nosso pequeno guia de como se recuperar logo dessa bad.

1- Viva a bad

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Deixa acontecer na-tu-ral-mente… Não, eu não gosto de ter bads. Mas se ela tá rolando, a gente não pode fingir que estamos felizes ou segurar choro. Chore até não ter mais lágrimas, enfie a cara no travesseiro e berre, abrace sua pelúcia na cama por horas, ouça Ed Sheeran, conte a mesma história pra todos seus amigos, SEJA DRAMÁTICA! Viva a sua bad, até a hora que você já tá cansada demais de chorar e sente que tá na hora de fazer alguma coisa pra melhorar essa sensação.

2- Comidinhas e Netflix

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Quando eu tô tristinha, eu tenho etapas de recuperação com Netflix.

Primeira etapa: 500 Dias com ela

Essa faz parte ainda de viver minha bad. Coloco um filme que vai me dar um tapa na cara e vai me fazer dar umas choradas.

Segunda etapa: Jogos Mortais

Agora vem a raiva. Aquele filme que não vai conseguir me fazer chorar e vai extravasar toda minha vontade de jogar uma pizza na cara da pessoa. (Nunca faça isso, pizzas são objetos sagrados)

Terceira etapa: Mean Girls

Tá na hora de se jogar nos seriados e nos filmes de comédias. Eu recomendo colocar aqueles filmes bem guilty pleasures, com dramas de High School e patricinhas. Agora você vai desligar seu cérebro um pouco e só se divertir e rir. Não deixe de ver American Pie, Sexta-Feira Muito Louca, As Branquelas, RuPaul’s Drag Race, Girls, Gossip Girl, Scream Queens, Awkward, Faking It, G.B.F., A Mentira e eu perdoo até Meninas Malvadas 2.

Durante todas essas etapas, carregue consigo seu kit anti-bad com muita açúcar.

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Depois de tudo isso, se jogue na nossa playlist XÔ BAD!

3- Faça uma mudança

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Considero que mudanças pequenas, como um corte de cabelo ou uma mecha turquesa, dão uma sensação de que estamos virando a página e criando um capítulo novo. A nossa autoestima sobe e abraçamos nosso amor próprio.

Não precisa ser só mudança física não! Comece um curso novo, aprenda uma língua no Duolingo, faça amigos, faça um trabalho voluntário, mude sua rotina e saia da sua zona de conforto.

4. Fique perto dos seus amigos

It feels like a perfect night to dress up like hipsters and make fun of our exes…

Faça seu programa preferido com seus amigos. Vá para a balada, cinema, ou até mesmo uma festinha de pijama com direito à muita música para dançar de pijama!

Companhias nessas horas são ótimas para distrair a gente. Às vezes quando estamos sozinhos acabamos voltando nosso pensamento para coisas ruins, então quando temos mais alguém as chances disso acontecer ficam bem menor e a da gente se divertir dobram.

5. Trabalhe seu amor próprio

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Repita comigo: você não precisa de ninguém para ser feliz. Cada um faz a sua própria felicidade e destino não existe. Nós não podemos depender de ninguém para seguir nossa história, então devemos ser sempre autossuficientes.

Ninguém vive no nosso corpo e está lá para satisfazer nossas necessidades. Cada pessoa tem a sua própria vida e é o seu foco principal. Você não vai encontrar o seu pedaço de laranja se não conseguir ter você mesma como a sua paixão.

Não existe isso de “eu me odeio”. Você é exatamente quem você quer ser. Se você odeia alguma atitude sua, trabalhe ela! Não fique esperando aprovação das outras pessoas para formar uma opinião sobre você mesma, porque 24h por dia você está agindo da forma que você gosta e se sente bem e é a única pessoa que vai passar a vida inteira contigo. Se olhe no espelho, aprecie sua beleza, pense como você é a pessoa mais foda que existe. No mínimo para você, e é isso que importa.

Nunca se sinta culpada por algo que não estava no seu controle. Faça o seu máximo e se orgulhe disso, e principalmente faça tudo isso porque é o que te faz bem e feliz. Seja sempre sincera e nunca tenha medo de ser quem você é. A pessoa certa virá porque ela gosta de você do seu jeitinho, se não foi dessa vez é porque você está melhor sem essa companhia.

6. Converse consigo mesma

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Agora que a pior parte já passou e você está raciocinando com mais clareza, tire um tempo para entender o que aconteceu. Por quê não deu certo? Tem algo que precisa mudar nas suas atitudes? Essa pessoa realmente fazia bem para a minha vida? Defina se você não era apenas dependente da pessoa.

Nós escolhemos o que queremos da nossa vida. Quando estamos com alguém, é porque amamos a pessoa e se importamos com ela. Queremos o bem dela e ela também faz bem para a gente. Existe respeito, afeto, comprometimento. Problemas acontecem com todas as pessoas, e o que difere de continuar o relacionamento e terminar é se conseguimos lidar com o erro. Quando ocorre o término é porque não dá para lidar, não está mais fazendo bem, não havia força de vontade (ou capacidade de ter), um dos dois decidiu que não dava mais. Se esse “um” decidiu isso, pronto! Você não pode fazer mais nada além de respeitar a vontade da pessoa e entender que se chegou nesse ponto é porque você vai ser mais feliz sozinha.

7. Tenha hobbies

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Hobbies são a melhora forma de se distrair e ao mesmo tempo se entreter. Quando eu tava muito tristinha eu entrei para aulas de dança, o que acabou virando uma paixão minha! O tempo da aula é o tempo que eu vou focar apenas em mim mesma e no que eu gosto, deixando todo o mundo lá para fora.

Descubra algo que vai te dar muito prazer e te desligar um pouquinho do resto da vida nesse tempo. Algo que vai te fazer muito feliz!

Dicas de programinhas para você descobrir o que vai te trazer prazer: andar de bicicleta ouvindo sua playlist preferida, ver vídeos de DIY no youtube e botar seu lado artesã para funcionar, entrar para uma aula de yoga, aprender a dançar vendo vídeos de tutoriais de coreografia de músicas que você adora (se joga!), praticar desenho, criar um blog…

8. Procure ajuda

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Não, não vá procurar ajuda ao Hannibal.

Já tive muito preconceito de ir em psicólogo, achava que era coisa de pessoas fracas ou que eu conseguiria passar por tudo sozinha, e a melhor decisão – e a mais forte – que tive foi de procurar ajuda. Trabalhei em quem eu sou e quem eu quero ser, e hoje em dia, depois de um ano de tratamento, posso afirmar com um sorriso no rosto que estou completamente feliz com quem eu sou e as decisões que faço.

Por mais que a melhor dica seja trabalhar no seu amor próprio, às vezes precisamos de ajuda externa. Ir em uma consulta de psicólogo não é sinal de fraqueza, e sim de ser forte a ponto de reconhecer que precisa de ajuda – o que muitas pessoas não fazem. Ter uma pessoa que não faz parte do seu círculo social te ouvindo e ajudando à passar pelos seus problemas é bem diferente do que desabafar com seus amigos. O psicólogo trabalhará sobre você, te ajudando a se entender.

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Cada pessoa tem seu jeito de sofrer e de se recuperar, mas espero que essas dicas te ajudem um pouquinho à rir e abrir um sorriso no rosto. Lembrem que a vida é curta demais para perder tempo chorando por outras pessoas, e que esse tempo poderia ser transformado em muita felicidade. O mais importante de tudo é que você vai decidir sobre seu futuro: quando você vai ficar bem, quem você é, o que você vai fazer. Nunca deixe ninguém tirar esse poder de você.

Sabine D'Alincourt
POR Sabine D'Alincourt

Futura publicitária de 22 anos. Seu melhor dia foi no show do Green Day e seu objeto preferido é o seu CD do Cobra Starship. Apaixonada por música, moda e fotografia, ainda sonha em morar em New York.