Busca por: contato

E não é que teve copa mesmo? Mas uma hora tudo acaba. E agora que a copa acabou, o que fazer com o tempo que você gastava vendo jogo? Sobre o que comentar nonstop no twitter? A solução para seus problemas é simples: Netflix. Ou, é claro, adquirir de modo completamente legal (Pirate Bay? Não sei do que se trata.) várias séries pra passar o tempo. E, graças a esse post, você já tem as respostas para uma pergunta importante: quais séries assistir?

Breaking Bad


Acho que nem vale a pena fazer uma introdução dessa série aqui porque, se você tem acesso a internet, provavelmente já sabe do que se trata, né? Bem, eu acabei ela recentemente, depois de uns 6 meses assistindo. Eu demorei pra me interessar e as três primeiras temporadas foram um saco, mas a quarta e a quinta fizeram tudo valer a pena!

(mais…)

Inspirado nos melhores mandamentos do mundo, “Os 10 mandamentos do rei do camarote”, nada mais justo que aqui no GoR, nós criarmos “Os 10 mandamentos da rainha do show”. Obviamente não chega aos pés do mito do camarote, mas você confere aqui embaixo:

1) Contatos
Toda rainha do camarote que se preste tem contatos. Na casa de show, com os seguranças, com a produção, mas o mais importante, com a banda que vai tocar. Não importa se a banda é boa ou ruim, se faz sucesso e você tem contatos, já está no caminho certo.

2) Convite
Se você é amiga dos caras, obviamente você vai ganhar convite para o show, afinal, pagar show é pra plebe.

3) Ver o show do palco
Se você é best friend, os amigos vão te chamar pra ver o show do palco, pra você não ficar suada. A vista do show do palco não é boa, mas ostentar e rir da cara da plebe apertada e suando igual a uns porcos no meio da pista sempre é bom.

4) Camisa de banda que não está tocando no dia
Usar camisa da banda que tá tocando não pode. Você tem que usar camisa de uma banda que é influência ou algum membro muito gato da banda é fã, já que você vai estar no backstage, o cara vai te notar e já é certo a conversa.

5) After Party
Se você ja passou pelos 4 primeiros mandamentos, esse quinto é quase certo. Fazer a íntima e ir pra festinha dos boys depois do show é parada obrigatória.

6) Instagram
Você precisa de uma rede social pública pra ostentar todos os convites, pulseiras, fotos da vista do palco e alguma foto que você tira com uma qualidade péssima propositalmente pra parecer que precisa ser segredo mas OPS foi postada.

7) Roupas e maquiagem
Rainha do show que presta usa coturno, e 5kg de maquiagem mesmo no verão. Exageiro em 1ª lugar, você precisa se destacar da plebe.

8) Ask.fm
Aonde todas as invejosas vão fazer mil perguntas sobre como foi aquela suposta noite maravilhosa que você supostamente teve com o ídolo delas? Hein hein?

9) Everybody is looking at me!
Se você é rainha do show, aonde você passa em qualquer casa de show, todos vão olhar para você. Parece quase uma passarela do SPFW do caminho até o backstage.

10) Twitter
Você precisa usar a rede como desabafo: contar como está morrendo de saudades “dele”, sem usar o nome, só referências musicais da banda dele, pra gerar um ar de mistério e as recalcadas te stalkearem até não poder mais.

Agora, se você não é Rainha do Show e critica: isso pra mim é inveja!

 

 Scalene, banda brasiliense que é conhecida por conter uma identidade forte em suas músicas, trazendo rock e experimentalismo de uma vez só é a entrevistada de hoje. Para mim é uma honra pois é uma das minhas bandas favoritas e aproveitando que estou de passagem por Brasília consegui assistir ao show deles e ver de perto o talento e o grande público que eles tem por aqui. Com todos os fãs com as músicas na ponta da língua, o show teve uma vibe extraordinária. A banda, que está na estrada desde 2009 e cada vez mais vem crescendo no Brasil, este ano lançou seu segundo CD Real/Surreal que é uma obra-prima na música nacional, inovando e criando espaço com seu estilo no mundo da música.


De um ano para cá a banda vem amadurecendo bastante, houve a saída de uma vocalista na banda, posteriormente virando uma formação totalmente masculina. Como tem sido a recepção e a reação dos fãs?
Scalene: Tem sido ótima, maioria da galera de cara aceitou e concordou com a mudança. Outros precisaram de mais tempo e convencimento, com o Real/Surreal qualquer dúvida foi posta de lado.
O novo cd de vocês Real/Surreal é composto por praticamente um “dois em um”, mostrando dois lados totalmente diferentes da banda, o rock brasiliense pesado já conhecido e um lado mais clean. Desde o início a ideia já era fazer um cd duplo ou vocês já tinham composições distintas e resolveram fazê-lo por conta disso?
Scalene: Ontem achei um vídeo no meu computador nosso em estúdio quando começamos a compôr o disco. No quadro estavam as músicas Marco Zero, Danse Macabre, Karma, Nós > Eles e outras duas que acabaram não entrando no disco. Foi nesse inicio que percebemos que estávamos compondo músicas que iam do post/hardcore ao stoner, passando por influências de folk e pop/rock, além de já sabermos que queríamos explorar várias vertentes do rock. Ao invés de abrirmos mão dessa versatilidade buscamos uma maneira de organizá-la, até que surgiu a idéia de um álbum duplo.
E quanto aos próximos trabalhos, qual linhagem vocês vão estar inclinados a seguir?
Scalene: Ainda não sabemos, já estamos com algumas idéias e riffs na cabeça, mas é cedo pra dizer. O lado “Surreal” do álbum tem tido uma repercussão boa e chamando bastante atenção, tanto de quem já conhecia a banda ou pessoas novas, continuaremos a explorar esse nosso lado sem dúvida.

O que inspirou vocês para a capa deste álbum?
Scalene: Conhecemos a Petra Petterfy pela internet e gostamos muito do trabalho dela. Ela é uma húngara que mora na Alemanha e já fazia trabalhos numa linha surrealista. Demos algumas referências pra ela, nos reunimos via skype pra trocar idéias e ela que realmente fez a capa.
Qual a maior inspiração musical de vocês?
Scalene: Não tem uma maior que as outras, além de que não é só música que nos inspira. O gosto dos integrantes tá cada vez mais variado e com o surgimento do DEEZER estamos ouvindo muitas bandas novas! haha
Como vocês acham que está o cenário de rock no Brasil atualmente?
Scalene: Está difícil como sempre, só as bandas realmente boas e que tem um trabalho consistente estão crescendo, maioria por ai estão só “sobrevivendo” haha As bandas estão aprendendo a lidar com o novo mercado aos poucos, acredito que com trabalhos bem feitos e nos mantendo verdadeiros musicalmente o rock vai voltar a crescer.
Vocês pretendem continuar com a música de uma forma independente?
Scalene: Não descartamos nenhuma possibilidade. Se uma gravadora por exemplo surgir com uma boa proposta talvez aceitemos. O que não faremos é nos submeter a contratos absurdos de empresários ultrapassados.
No álbum de vocês “Nós Maior que eles” a musica uma música sobre insatisfação política que foi posta até em videos de protestos pela internet, existe algum nome em especial que vocês gostariam que ouvisse essa musica ou simplesmente é destinada a qualquer instituição corrupta?

Scalene: A música é destinada mais ao povo do que a políticos ou instituições. Afinal de contas nós que os colocamos lá e nós que não cobramos quando eles não trabalham e não defendem nossos interesses.
Nos contentamos com pouco e somos submissos aos abusos que sofremos. E pior, no nosso dia-a-dia também somos corruptos, nós somos em nós mesmos uma “instituição corrupta”. A mudança tem que começar em cada um de nós, clichê mas verdade!
Como tem sido a turnê de vocês pelo Brasil?
Scalene: Muito gratificante! Em 2010 fizemos nossos primeiros shows em Brasilia em que tinhamos um publico cantando nossas músicas e se interessando pela banda. Foi uma sensação única e às vezes nem parecia verdade. Estamos passando por um processo parecido agora, mas por todo o Brasil. Toda cidade que visitamos pela primeira vez ficamos de cara como a galera tá curtindo Scalene e toda cidade que voltamos pela segunda/terceira/quarta vez e vemos o público aumentando e sabendo mais e mais as músicas também ficamos muito felizes.
Algum fã da banda já fez alguma tatuagem em homenagem à vocês? Qual é a opinião de vocês em relação a tatuagens de bandas?
Scalene: Sim, de cabeça me lembro de 5 tatuagens já feitas pro Scalene. Música marca muito as pessoas, ajuda nos momentos difíceis, te empolgam, então se você quer homenagear uma banda através de uma tatuagem é totalmente válido.
Quais são seus projetos futuros?
Scalene: Lançaremos alguns vídeos ao vivo e um webclipe de Forma Padrão. Devemos fazer uns vídeos ensinando a tocar as músicas Amanheceu e Anoiteceu no violão também. Até fim do ano é isso que temos programado.

Espero que tenham gostado da entrevista e estejam curtindo nosso novo álbum Real/Surreal! Continuem nos acompanhando. Muito obrigado!
Contato: contato@bandascalene.com.br – (61)99714386

Quando eu era uma criança, ficava horas escutando um CD da coleção Vibe Sounds da Coca-Cola – para quem não lembra, é um CD bem pequeno e vermelho. A única faixa que eu realmente ouvia e não tirava do repeat era “Dias Atrás”, da banda paulista CPM 22. Posso dizer que na época eu era uma menina bem chata sobre música, do tipo metida por só curtir bandas internacionais e ter um certo preconceito com as nacionais. CPM 22 foi a primeira banda brasileira que eu prestei atenção e bati no peito que eu era fã. A primeira banda também de rock que abriu caminho para eu virar fã de outras bandas e consequentemente, virar quem eu sou hoje.
Sendo a fan girl orgulhosa que sou e atendendo a pedidos de vários leitores do blog, entrevistei Ricardo (mais conhecido como Japinha), baterista da banda.

GOR:  Em algum momento você achou que não ia dar certo? Já pensou em desistir dessa correria toda e sair da banda?

Ricardo: Na verdade, antes da banda estourar, sinceramente falando, nunca achei que ia dar certo. Viver de rock no Brasil pra mim era uma utopia. Coisa pra 5, 10 bandas, no máximo. Mas os fatos me desmentiram e eu passei a acreditar. Hoje acredito em muitas coisas. Desistir da correria é algo que raramente passa na minha cabeça, talvez mais pra quando estiver mais velho e cansado. Tô longe disso. Ou se aparecer uma oportunidade bem melhor (bem melhor mesmo), talvez possa pensar no caso.

GOR: Você é formado em faculdades bem distintas da música, como fez para escolher esses cursos?

R: Administração eu escolhi por falta de opção, como muita gente faz. Ou talvez porque meu pai tem um pequeno comércio no bairro onde morávamos, então seria uma possibilidade no futuro, gerir o negócio da família. Era muito novo, tinha 17, não tinha certeza de nada na vida. Os outros cursos já foram escolhidos mais por gosto mesmo, maturidade, pois com o tempo a gente vai percebendo do que gosta mais mesmo. No caso, Sociologia e Filosofia são áreas pelas quais tenho muito interesse.

GOR; Você tem algum ritual antes de entrar no palco? Pode contar para a gente?

R: Até que tenho, mas nada demais. Alongo e me aqueço bem, por mais de 15 minutos. Também tomo uns cafés ou outros estimulantes, como energéticos (tudo à base de cafeína, nada muito pesado). Cumprimento os caras da banda, tento criar uma atmosfera de energia positiva, converso com Deus e subo.

GOR: Tem alguma música que você não aguenta mais tocar? (risos)

R: Seria injusto falar que não agüento. Porque amo o que faço. Mas tem uma ou outra que provavelmente já toquei mais de 1000 vezes que não dão o mesmo prazer que as mais recentes. Acho que isso é natural pra qualquer banda que tenha mais de 5, 10 anos de estrada (14 no meu caso com o CPM22 e 18 anos com o Hateen).

GOR: Você disse no MTV Sem Vergonha que se fosse um animal seria um golfinho. E se vc pudesse ser um CD/ou uma música, qual seria?

R: Um CD, seria o “Nevermind” do Nirvana. Uma música, seria “You shook me all night long” do AC/DC.

GOR:  Recentemente você participou do projeto Alma de Batera. Como foi seu contato com esses jovens especiais? O que mais te surpreendeu?

R: Foi uma das experiências mais surpreendentes e enriquecedoras em minha vida. O contato foi super saudável e amistoso. Eles são super carinhosos e interessados. É tudo muito puro, o tempo todo. A troca e interação com eles é muito leve e gostosa. O que mais me surpreendeu é o quanto eles gostam de tocar bateria. E como conseguem levar um ritmo numa boa (do jeito deles, mas levam).

GOR:  O CPM22 voltou recentemente para a Universal Music, como foi essa volta?

R: A volta foi muito boa. Até porque tínhamos saído de forma tumultuada, com um desentendimento com o antigo diretor artístico, Rick Bonadio. Como ele não está mais na Universal, o presidente (Ébole), o vice (Ratto) e toda a equipe da gravadora, que sempre disseram adorar a banda, nos receberam maravilhosamente bem, de braços abertos, com direito à comemoração em bar e tudo.

GOR:  Você serve de inspiração para muitos jovens brasileiros, como lida com isso?

R: É uma responsabilidade e tanto. Tento fazer minha parte do melhor jeito que posso, em especial na bateria, nos palcos e estúdios. Nas entrevistas, no meu dia-a-dia, em minhas redes sociais também. Muitas vezes alguém vem me falar que começou a tocar por minha causa , ou que fez determinado curso por eu também ter cursado, ou se tornou vegetariano porque também sou. Isto me deixa contente e honrado, além de me dar uma noção da influência que de certa forma, geramos nas pessoas que curtem nosso trabalho.

GOR:  Por que baterista faz tantas caras e bocas? É pra acompanhar os movimentos do corpo? Haha

R: É falta de coordenação mesmo… rsrs – afinal, já temos que coordenar dois braços, duas pernas de forma independente uma da outra (eu ainda canto, pra piorar). As caretas são conseqüências… não dá pra ser muito vaidoso tocando.

GOR: Indica para a gente uma banda ou música!

R: Gosto de “The Pumped Up Kids” do Foster the People.