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Essa semana meu feed deu lugar a uma nova pauta de discussão: assédio sexual e estupro. Graças a publicação da SuperInteressante desse mês, muitos seres-humanos indignados lotavam meu mural de reclamações e opiniões diante da matéria e dos relatos chocantes. As pessoas se viam pela primeira vez diante de uma realidade já sabida e vivenciada por mim e muitas mulheres. A do medo de um estupro eminente.

Capa da SuperInteressante do mês

Capa da SuperInteressante do mês

Dos 104 relatos (CENTO E QUATRO. E ainda são bem poucos em relação a quantidade absurda de estupros que acontecem diariamente. Segundo pesquisas, pelo menos 6 estupros acontecem por hora. SEIS. POR HORA.) consegui ler pelo menos uns quarenta antes de fechar a matéria com um misto de nojo e ódio. Meninas abusadas desde a infância. Abordadas a caminho do trabalho, voltando da faculdade, da padaria, da balada. Meninas que não usavam roupas que fossem consideradas indecentes, que não estavam perambulando a toa na rua, e que não deram motivo nenhum para a violência. Eram apenas meninas levando sua rotina diária. Ou que, com medo de uma possível abordagem, procuraram a ajuda de amigos e parentes, e estes mesmos as violentaram.

Sabe quando você sente um leve enjoo ao perceber que tem um estranho te seguindo? Essas meninas provavelmente sentiram. Mas diferente de mim, não tiveram a mesma sorte de conseguir escapar de uma abordagem. “Ah, mas se alguém te seguiu ou te abordou, você deveria entrar em contato com a polícia”. Soa como uma solução fácil. E até seria. Mas infelizmente essa não é nossa realidade. Depois do assédio e do estupro, a mulher provavelmente só vai sofrer mais uma fase da violência na delegacia. O assédio moral. Ser julgada e responsabilizada pelo simples fato de ser mulher e estar no lugar errado e hora errada. E perceber, enfim, que seu caso, como de muitas outras, acabou ali. Não vai ser resolvido ou levado a sério.

Soa como uma realidade dura? Bom, tem mais. Pelo menos uma entre cada cinco mulheres vai, se já não foi, ser estuprada. E estupro não é só o que acontece com estranhos. Estupro é dentro de casa também. Com amigos, familiares ou cônjuge.

Muitas meninas vivem com essa duvida para sempre. Fazem sexo sem vontade, ou por pressão alheia e não caracterizam como estupro. Sofrem com uma culpa invisível e uma frustração por simplesmente não terem sido ensinadas que o sexo precisa ser feito apenas com o consentimento de ambas as partes. Muito pelo contrário, foram ensinadas a ter a mentalidade de que a mulher é um ser submisso às vontades do homem, que pode fazer o que bem entende com ela. Que mulher não tem direito a ter razão.

Ganhador do Leão de Prata, o filme grego Miss Violence aborda o tema do estupro familiar

Ganhador do Leão de Prata, o filme grego Miss Violence aborda o tema do estupro familiar

E por isso ela se culpa. Por pensar que talvez estivessem certos. Que talvez ela estivesse mesmo provocando. Que o sexo que ela fez com o cara por pressão ou pena torne ela uma vadia. Que ela estava no lugar errado, e na hora errada. Que talvez ela seja promiscua e então não deveria se queixar de ter caras atrás dela. Se culpa até mesmo por ser mulher.

Mas a verdade é que a menina não tem culpa nenhuma. Nunca vai ter. Culpa é do agressor, que se aproveitou de alguma fragilidade, seja física ou emocional. Culpa é da sociedade machista que prega a castidade da mulher enquanto exalta a vida sexual do homem. Culpa é da mídia que encara a sexualização e objetificação excessiva da mulher como algo normal. A culpa é de todos. Menos da vitima, que infelizmente, pega toda a culpa pra si.

Textos

Não faz muito tempo que desenvolvi um péssimo hábito: o de ler os comentários de textos ou crônicas que tratam de assuntos polêmicos. Esse meu ritual quase diário de puro masoquismo me fez começar a pensar o quanto as pessoas são ignorantes. E como não fazem questão nenhuma de esconder isso nas redes sociais.

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ilustração de Mojo Wang

Lógico que seria pedir demais em uma coluna a respeito do aborto ou da redução da maioridade penal não encontrar comentários histéricos e fundamentalistas, ou até mesmo comentários distorcendo a mensagem do texto. Da mesma forma que essa mensagem é propagada via internet, é disseminada na realidade. Querem um exemplo? Almoços em família. Discussões em sala de aula. Passeatas.

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Mariana Por: Mariana
Textos

O interessante da vida é que você aprende todos os dias. Você aprende com os erros, acertos, indecisões. Eu aprendi muito com meus breves vinte anos.

Aprendi muito nos últimos anos que certas pessoas não valem a pena. Que eu não devo me colocar em assuntos que não sou chamada e que só quero crescer como pessoa. Quero amadurecer. Tirar o que não me acrescenta em nada e me esforçar com o que acrescenta.

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Nós criamos muitos contatos quando somos adolescentes. Não é a toa que temos redes sociais com centenas de “amigos”. Achamos que, por termos várias pessoas envolta de nós, estamos bem. Isso não é verdade. Com o tempo, aprendemos que os amigos contamos com uma mão. Que existe uma diferença enorme entre ser “amigo” e “colega“. Que não precisamos ter em nossa vida quem não nos faz avançar. Que nós escolhemos quem está ao nosso lado.

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Sabine D'Alincourt Por: Sabine D'Alincourt
Filmes

Como assim já estamos no fim de Março? Esse ano está voando e já temos a Sessão Pipoca desse mês. Não vou incluir os filmes do Oscar que assisti recentemente, acho que já rolou muita indicação deles por aí e todos que assisti são incríveis! Então fica a dica, assistam todos os indicados do Oscar, hahaha.

pipoca

Começando com De Volta ao Jogo (prefiro falar o nome em inglês, John Wick), temos um violento filme de ação. Tem cena para você chorar, rir, ficar nervoso, ter raiva… É intenso! Em Kingsman: Serviço Secreto você vai assistir uma das melhores cenas de ação que já vi, tudo com muita comédia. O filme Eliza Graves é de suspense, e aborda um assunto que me deixa muito curiosa: hospício. Mulheres ao Ataque é a típica comédia para passar tempo. Divertido e gostoso de assistir. Para terminar, É o Fim é um filme totalmente louco e muito engraçado. Indico assistir com os amigos.

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Sabine D'Alincourt Por: Sabine D'Alincourt