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Olááá, minas e minos! Tenho uma novidade para vocês. Eu (Sabi) e as colaboradoras do GOR nos juntamos para criar uma categoria super legal e interativa, o Papo das Minas.

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“Mas gente, o que é isso?” Sem pânico, a gente te responde! À cada quinzena (ou até com mais frequência dependendo da demanda), vamos lançar um tema específico. Os leitores podem interagir mandando perguntas, histórias que necessitam opiniões ou conselhos, sugestões de temas e por aí vai. As perguntas/sugestões devem ser enviadas para o e-mail contato@girlsonroad.com ou, para quem prefere o anonimato, podem ser feitas no meu Ask que foi ativado para isso.

Usem os links à vontade para mandar também dúvidas, críticas, sugestões ou elogios sobre o site.

Boooom, sem mais suspense, o tema dessa semana é CIÚMES. Já passou por alguma situação bem chata sobre isso ou está passando? Tem alguma perguntinha sobre o tema? Estamos no aguardo! <3

Séries

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Desde bebê tenho contato com Drag Queens: minha mãe tinha vários amigos que se vestiam de mulheres e faziam shows glamourosos (ou não). Demorei muito para me apaixonar por esse mundinho, mas sempre puxamos algo da nossa mãe, né?

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Depois de anos resistindo à assistir RuPaul’s Drag Race, entrei no Netflix num dia de férias entediada e comecei a sexta temporada (não consigo assistir reality shows em ordem). Não desgrudei mais os olhos da tela! Sabe quando você assiste um seriado a fica apaixonada por uma personagem? Imagina se esses personagem existe de verdade e você pode se inspirar por ele e ter de fato uma pessoa no mundinho!

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Sabine D'Alincourt Por: Sabine D'Alincourt
Textos

Vamos começar esse texto pensando em lego. Isso mesmo. Lego. Aquele brinquedo que partilha em nosso coração um misto de amor e ódio. Amor por serem incrivelmente educativos e divertidos e ódio por provocarem uma dor quase de morte contra os desavisados que pisam descalços nas pecinhas. Mas porque falar de lego? Porque o lego é perfeito para elucidar o que quero dizer.

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Quem aqui nunca na vida se sentiu um desajustado? Uma pecinha perdida no universo, que simplesmente não consegue se encaixar em nenhum grupo ou relacionamento. E se consegue um encaixe, logo vem alguém e pisa separando as peças, ou as mesmas simplesmente se soltam por não estarem bem encaixadas.

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Mariana Por: Mariana
Notícias

Essa semana meu feed deu lugar a uma nova pauta de discussão: assédio sexual e estupro. Graças a publicação da SuperInteressante desse mês, muitos seres-humanos indignados lotavam meu mural de reclamações e opiniões diante da matéria e dos relatos chocantes. As pessoas se viam pela primeira vez diante de uma realidade já sabida e vivenciada por mim e muitas mulheres. A do medo de um estupro eminente.

Capa da SuperInteressante do mês

Capa da SuperInteressante do mês

Dos 104 relatos (CENTO E QUATRO. E ainda são bem poucos em relação a quantidade absurda de estupros que acontecem diariamente. Segundo pesquisas, pelo menos 6 estupros acontecem por hora. SEIS. POR HORA.) consegui ler pelo menos uns quarenta antes de fechar a matéria com um misto de nojo e ódio. Meninas abusadas desde a infância. Abordadas a caminho do trabalho, voltando da faculdade, da padaria, da balada. Meninas que não usavam roupas que fossem consideradas indecentes, que não estavam perambulando a toa na rua, e que não deram motivo nenhum para a violência. Eram apenas meninas levando sua rotina diária. Ou que, com medo de uma possível abordagem, procuraram a ajuda de amigos e parentes, e estes mesmos as violentaram.

Sabe quando você sente um leve enjoo ao perceber que tem um estranho te seguindo? Essas meninas provavelmente sentiram. Mas diferente de mim, não tiveram a mesma sorte de conseguir escapar de uma abordagem. “Ah, mas se alguém te seguiu ou te abordou, você deveria entrar em contato com a polícia”. Soa como uma solução fácil. E até seria. Mas infelizmente essa não é nossa realidade. Depois do assédio e do estupro, a mulher provavelmente só vai sofrer mais uma fase da violência na delegacia. O assédio moral. Ser julgada e responsabilizada pelo simples fato de ser mulher e estar no lugar errado e hora errada. E perceber, enfim, que seu caso, como de muitas outras, acabou ali. Não vai ser resolvido ou levado a sério.

Soa como uma realidade dura? Bom, tem mais. Pelo menos uma entre cada cinco mulheres vai, se já não foi, ser estuprada. E estupro não é só o que acontece com estranhos. Estupro é dentro de casa também. Com amigos, familiares ou cônjuge.

Muitas meninas vivem com essa duvida para sempre. Fazem sexo sem vontade, ou por pressão alheia e não caracterizam como estupro. Sofrem com uma culpa invisível e uma frustração por simplesmente não terem sido ensinadas que o sexo precisa ser feito apenas com o consentimento de ambas as partes. Muito pelo contrário, foram ensinadas a ter a mentalidade de que a mulher é um ser submisso às vontades do homem, que pode fazer o que bem entende com ela. Que mulher não tem direito a ter razão.

Ganhador do Leão de Prata, o filme grego Miss Violence aborda o tema do estupro familiar

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E por isso ela se culpa. Por pensar que talvez estivessem certos. Que talvez ela estivesse mesmo provocando. Que o sexo que ela fez com o cara por pressão ou pena torne ela uma vadia. Que ela estava no lugar errado, e na hora errada. Que talvez ela seja promiscua e então não deveria se queixar de ter caras atrás dela. Se culpa até mesmo por ser mulher.

Mas a verdade é que a menina não tem culpa nenhuma. Nunca vai ter. Culpa é do agressor, que se aproveitou de alguma fragilidade, seja física ou emocional. Culpa é da sociedade machista que prega a castidade da mulher enquanto exalta a vida sexual do homem. Culpa é da mídia que encara a sexualização e objetificação excessiva da mulher como algo normal. A culpa é de todos. Menos da vitima, que infelizmente, pega toda a culpa pra si.

Mariana Por: Mariana