Busca por: 5 bandas que voce devia conhecer

Muitas bandas incríveis não são conhecidas aqui no Brasil. Tô morrendo de ciúmes para fazer esse post, porque vou compartilhar com vocês as 5 bandas que eu queria poder trancar em um cofre dentro do meu armário.

Quem já viu o clipe de “I Knew You Were Trouble” da Taylor Swift com certeza se apaixonou pelo ator que faz o par romântico da cantora no clipe. Reeve Carney é a belezura, que além de ser lindo e tatuado, tem uma banda com o irmão, Zane.  Carney é a mistura de Beatles, Doors, Zeppelin e Hendrix, que faz com que você se transporte para outro lugar ao escutar a band, definição feita pelos próprios. Além dos irmãos, a banda é composta por Jon Epcar e Aiden Moore.
Vale contar também que a música “Love Me, Chase Me” foi escrita pelo vocalista da U2, Bono!

Imagine Queen com um toque de jazz. A banda Fozy Shazam traz o melhor do Rock, como podemos ver até no nome de seu último álbum: “The Church Of Rock And Roll”. Foxy Shazam é composta pelo vocalista Eric Sean Nally, guitarrista Loren Turner, pianista Sky White, baixista Daisy, trombeteiro e back-vocal Alex Nauth,e baterista Aaron McVeigh. Uma banda com os instrumentos tão diversificados foge totalmente do clichê! O ritmo mistura o jazz com o rock, com um toque de Queen.

Para quem gosta de Pop, Neon Trees é a melhor banda que você pode descobrir. A banda lançou dois álbuns: “Habits”, com o sucesso “Animal” e o álbum mais novo, “Picture Show”, com os sucessos “Everybody Talks” e “Lessons In Love”. É composta porTyler Glenn, Chris Allen, Branden Campbell e Elaine Bradley. Vocês já viram a entrevista que fizemos com Chris?

Você com certeza já ouviu a música “I’m a Terrible a Person” no comercial do perfume da Carolina Herrera. Rooney é uma banda de rock/indie, composta por Robert Schwartzman, Louie Stephens, Taylor Locke, Ned Brower, e Brandon Schwartzel. A banda é comparada com The Beatles e Blur, e já fez turnê com Weezer, The Strokes, Keane, entre outros.

Descobri a banda Foals em um vídeo promocional do seriado “Skins”. Além do sotaque britânico, a banda apaixona por ser dance-punk e também considerada indie. É composta por Yannis Philippakis, Jack Bevan, Jimmy Smith, Edwin Congreave e Walter Gervers. Foals já abriu os shows da turnê do Red Hot Chili Peppers, e esse ano vem para o Lollapalooza!

A banda de rock December é formada por Coloral (vocal), Flávio (guitarra/voz) e Victor (baixo). Foi formada no fim de 2009, seu primeiro EP BREAKDOWN lançado em 2010, 5 músicas inéditas e 2 Webclipes lançados em 2011 e em 2012 ocorreu a divulgação do Novo EP “A Segunda Flecha” e do primeiro Videoclipe oficial de “Oceana II”.

December está ganhando seu espaço na música nacional e tem tudo para dar mais certo do que já está dando, criando uma nova cara ao Rock nacional com seu som inovador. Vale contar que os garotos são uma graça e pura simpatia! 
Para contar um pouco da banda, entrevistamos o vocalista, Coloral:

Quais são as suas principais influências musicais?
C: Escutei muito na adolescência Mamonas, Blink182, Sum 41, New Found Glory, Underoath, Paramore, Fom First to Last. Considero o Chiodos e o Skid Row duas grandes inspirações pra mim. Escuto de tudo, vira e mexe tá rolando um pagode no meu fone de ouvido haha. É legal ter diversidade :)  
Qual foi o primeiro CD que você comprou?
C: Na minha vida? Acho que foi do Mamonas, viu hahaha 
Qual show que você assistiu foi o mais marcante?
C: Gostei DEMAIS do show do paramore em 2011. Eu assisti o de Porto Alegre, não deu pra ver o de Sampa pois tive show com a December no mesmo dia, mas precisava assistir a banda, então fui até POA. Além do Show ter sido muito foda, marcou também pela viagem! :)
Quando você começou a se interessar por música?
C: Desde moleque, devia ter uns 11 anos. Eu cantava nos Videokês da vida haha. Ai fui tomando gosto pela idéia e aos 15 anos tive a primeira banda.

Qual é a sua música preferida da banda December? 

C: A que eu mais gosto de cantar, com certeza, é Latência. Acho essa música muito especial e bonita, a melodia é marcante e eu sempre me emociono no palco!

Qual é o estilo da sua banda?
C: A gente toca Rock, mas como o rock possui milhares de vertentes, acredito que estamos encaixados no Post-Hardcore.
Indica uma banda para a gente!
C: Vou indicar uma de PostHc, que é o Sleeping with Sirens, os caras mandam muito! Também recentemente baixei o cd do Lower than Atlantis, banda dahora também :)
Já pagou mico em algum show? Como foi?
C: Com certeza haha. Todo show praticamente eu tropeço no palco, recentemente, em setembro agora eu acabei caindo no meio de uma das músicas. Tomei um tombo bonito, de pernas pro ar haha. Registraram essa queda em vídeo, pra quem quiser assistir, tai:

Se pudesse sair em turnê com qualquer banda (até alguma que não existe mais), qual seria?
C: Acho que seria muito gratificante com o Chiodos ou com o Underoath, que foram 2 bandas de PostHC que nos influenciaram diretamente. :)
O que acha de groupies?
C: Tranquilo, dá pra levar esse assédio na esportiva, eu namoro já faz mais de 1 ano e 4 meses (beijão Marina hehe) e sempre respeitei minha namorada, acredito que as pessoas de fora também acabam respeitando por ela sempre acompanhar a banda, sempre ajudando também e tudo mais! 

Qual música está na sua cabeça?
C: Ed Sheeran – Lego House, ô música bonita haha. :)

“Obrigado pelo espaço, gente e um abraço aos nossos fãs. é #TUDONOSSO! :)”

Se você quer conhecer melhor a banda, pode fazer o download de “A Segunda Flecha”, “Flecha” e “Breakdown” aqui no site da December, dar uma olhada na agenda de shows para ver se vai acontecer um pertinho de você, comprar camisas e ler mais sobre a história dos garotos.

 

Com um som alternativo, a banda curitibana tem conquistado cada vez mais fãs ao longo da carreira. Tive a oportunidade de assistir ao show da Nuvens no Teatro Paiol dia 30/06 em Curitiba e posso afirmar com certeza que a energia transmitida por eles é inigualável. A set list seguiu com as músicas do novo álbum chamado “Fome de Vida” que conta com a faixa “Caos à Vontade” que teve seu clipe lançado no dia 26/06.

A banda é composta pelo vocalista Raphael Moraes, Amandio Galvão na guitarra, Guima Scartezini, baterista, Marcos Nascimento, baixista e Marcus Pereira na percussão. O show foi repleto de emoção e a platéia toda se rendeu ao som da Nuvens, cantando junto em um coro mais que impecável. 



Conseguimos uma entrevista com o vocalista após o show. Num ambiente conturbado onde a esquipe trabalhava para guardar os instrumentos, Rapha Moraes nos cedeu alguns minutos. A entrevista é divertida, onde diversas pausas ocorreram, o que nos trouxe boas risadas, seja para dizer onde se deve guardar a guitarra ou chamar algum especial, o que importa é que o vocalista não mediu esforços para nos apresentar sua banda. 



GOR: Primeiramente eu gostaria de agradecer pelo seu tempo em nome do GOR. E gostaríamos de saber como surgiu a banda e como vocês se conheceram.


Rapha: A Nuvens surgiu, eu fazia parte de uma outra banda, era um dos compositores e tocava baixo, só que eu comecei a compor muito, muito e muito e senti a necessidade de fazer algo mais com a minha cara, que eu conseguisse dar voz para as minhas ideias na hora que elas viessem, enfim, esse foi o objetivo inicial. Então a Nuvens começou comigo sozinho, como um projeto meu e depois eu fui conhecendo as pessoas aos poucos, como por exemplo dessa formação, o mais recente é o Guima que é o baterista. O Amandio, o Marcão e o Marquinhos são da banda desde o começo. E aí eu fui procurando por eles, assim, o professor de percussão do Marquinhos fez dois ensaios com a gente e não pôde mais, então ele indicou o Marquinhos. Ninguém se conhecia, isso que é bem legal. A gente se conheceu na música, na arte… Nós não éramos um grupo de amigos que fomos fazer música, e sim um grupo de artistas que se juntou para fazer arte e daí surgiu a amizade. 



GOR: E como acontece o processo de composição das músicas? É só você ou tem mais gente no meio?


Rapha: Em geral sou só eu porque o projeto começou disso, dessa minha necessidade de me expressar. E a composição não tem muita regra, normalmente vem de alguma coisa que eu estou sentindo. Às vezes eu não sei o que eu estou sentindo, às vezes eu entendo outras vezes não, mas ela vem de um processo de autocompreensão. Eu costumo dizer que compor para mim é meio que um modo de sobrevivência, sabe? Tem dias que eu estou mal, angustiado, que não estou legal… Passo dois ou três dias assim, sem saber o que é, aí eu componho e limpa tudo. Parece que eu fico leve e recomeço, então minha vida é baseada nisso, em compor. É minha terapia, minha sobrevivência mesmo. Eu não consigo viver sem compor, se eu fico muito tempo sem, eu fico um cara triste, um cara de mal com a vida porque eu fico com muita coisa contida em mim e eu não coloco para fora. E a banda, eles compõe também, tem seus trabalhos… Mas dentro da Nuvens é um processo que começou com o último disco, teve uma música que a gente compôs juntos e a ideia é que cada vez mais tenham músicas em que todos participaram. Porque a sintonia vai começando a surgir entre a banda e as coisas vão fluindo naturalmente. Não é nada forçado. 

GOR: Qual é o significado do nome para vocês? 


Rapha: O nome Nuvens, o significado é que ele é livre. Ele é, acho que… Liberdade. Porque as nuvens, elas se transformam o tempo inteiro, nunca ficam presas à nada. De acordo com o vento do momento elas se transformam, reaparecem, ganham formatos diferentes… Tem até uma frase, que eu não falei no show porque deu problema na guitarra e eu me perdi ali, mas que é: “Nuvens são como sonhos. Às vezes podem ser pesadelos, às vezes podem ser lindos e às vezes extraordinários. Mas nunca são uma mentira.” É uma frase do Orson Welles que a gente adaptou para a Nuvens e que é mais ou menos isso, que pode ser o que ela quiser, a hora que ela quiser e é isso. Que não se prende a nada. 

GOR: Como nasceu esse vínculo entre Nuvens, no caso você, e Satyricon*?

Rapha: Veio por causa de mim, né? E do Edson Bueno**, que dirigiu esse show, que é o Fome de Vida, e vai fazer uma  nova direção agora que a gente vai gravar um DVD. E aí eu comecei com esse meu primeiro trabalho no teatro que o Edson me chamou para fazer o Satyricon que eu atuei e fiz a direção musical. E então veio naturalmente, porque como eu estava fazendo a direção musical e estava muito lá dentro, e o Edson já conhecia muito a Nuvens, algumas músicas como “Entre o Segundo e a Eternidade” e “Caos à Vontade” entraram na peça, porque não tinha como não entrar. Elas diziam muito para aquela peça, eu falava pro Edson: “Aqui a gente devia começar com essa música” e simplesmente rolou. “Caos à Vontade”, eu cantei numa oficina que teve a pedido dele então foi tudo muito natural mesmo. Tudo fluiu, aconteceu como devia acontecer. 



GOR: O clipe de Caos à Vontade foi lançado essa semana e tem um número considerável de acessos já. Como foi o processo de criação para esse clipe, como vocês conseguiram encaixar a peça, a direção do Edson, a banda… Como foi? 

Rapha: Foi tudo muito fácil. Porque, assim, eu cheguei pro Edson e falei: “Você topa dirigir o clipe?” e ele falou: “Topo”. Falei pra banda: “O que vocês acham de o Edson dirigir o clipe?”. “Legal”. “Então vamos fazer?”. “Vamos fazer!”. E foi assim. Ele veio, trabalhou a ideias, a gente tem o Rodrigo Torrezan e o Farion,  que são dois caras muito legais, parceiros, que ajudaram e que fizeram o trabalho do clipe. Fluiu, aconteceu naturalmente, assim como a gente falou, uma coisa estava muito na outra. Não foi uma coisa como “vamos criar uma coisa que encaixe”, não. Já está aqui, faz! A vida estava falando: Faz! Independente do resultado que surja, mas a vontade em si era de fazer. Era de aproveitar uma coisa na outra. 


GOR: Sobre o álbum Fome de Vida, lançado recentemente, o que os fãs podem esperar de evolução nesse novo trabalho? O que mudou em Nuvens do começo até agora? 

Rapha: Acho que a Nuvens está mais madura. Artisticamente e na nossa visão da música. E a banda está muito mais rockeira também, está com uma pegada bem mais forte, porque mudou a formação e tudo mais. Acho que é um álbum mais visceral, mais humano. Ele fala de amor, fala de alegria… Ele é um álbum existencialista, digamos. Não na pretensão da palavra, de ter que entender tudo, mas é como eu disse pelas músicas nascerem dessa necessidade de eu me entender, então, isso faz de Fome de Vida um álbum existencialista. 


GOR: E hoje vocês conseguem viver de música?

Rapha: Então, essa é a pergunta crucial, né? Cada um tem outras coisas que fazem na vida e todos envolvendo arte, música… No meu caso, por exemplo, agora o teatro.  Mas é uma busca, uma luta. E isso está acontecendo, cada dia que passa acontecendo mais., e está fluindo, rolando. Mas é um processo lento, né? Porque a construção de público e de furar um bloqueio, não um bloqueio, mas algo que já está previamente colocado na mídia e da arte das bandas, a Nuvens construir um público grande é furar um bloqueio, não é? É algo novo, é algo muito diferente do que acontece. Se você liga a tv ou o rádio, você não vê nada parecido com o que a Nuvens faz, então é uma busca. Mas aí entra a questão da escolha, nossa escolha é fazer o que a gente quer, o que a gente gosta, o que a gente acha que tem que levar para o mundo dentro das nossas capacidades e limitações também. A gente leva e o resto não é mais com a gente. Resta saber se tem pessoas antenadas ou não, se tem pessoas que estão em sintonia com o que a gente escreve, com o que a gente faz, com o que a gente toca, com o que a gente leva… Acalma essa alma imoral. 

GOR: E em questão de crescimento da banda, podemos observar claramente que está acontecendo tendo em vista que vocês tocaram no Lupa Luna esse ano. Como foi essa experiência? Foi nova, vocês já esperavam? O público respondeu bem? 

Rapha: Foi bem legal. A gente ficou bem feliz de tocar no Lupa Luna. Foi uma experiência muito legal porque é um palco gigante, uma estrutura gigante e vários outros artistas. E o público foi muito bacana também com a gente, respondeu muito bem. Quem estava lá foi chegando, cada vez mais gente e quem já estava dava pra ver que estava curtindo. Acho que a Nuvens está nesse momento agora. Que é de fazer coisas novas e tocar pro máximo de pessoas possível. Levar o que a gente faz pro máximo de pessoas possível. 
GOR: Vocês já tem algum projeto para o futuro?

Rapha: Tem, tem sim. Tem o projeto que é a nossa grande cartada no momento que é a gravação do nosso DVD. Até o fim desse ano e a nossa ideia é lapidar tudo que a gente tá fazendo, o que a gente mostrou hoje aqui no Paiol. O Edson vai fazer uma nova direção do show. A gente vai lapidar pra tentar alçar um lugar diferente mesmo, que a gente ainda não sabe qual é, mas ir a fundo, sem medo e registrar isso em DVD para que muito mais gente possa ver. Na internet ou na compra do próprio DVD também. Esse é nosso grande projeto. 
GOR: E agora, como estamos apresentando vocês a um público diferente, gostaríamos de saber: A pessoa que vai ler essa matéria, vai se interessar por Nuvens, o que ela pode esperar de vocês? O que é Nuvens? Uma palavra, uma frase, uma letra… Como a pessoa pode se encontrar no trabalho de vocês?

Rapha: Boa pergunta. Nossa, deixa eu pensar. (risos) Se passaram várias respostas em minha mente. Acho que é na frase, em Perfume, tem um trecho da poesia em que ela diz assim: “Amigo de mim mesmo, revelo meu lado raso. Ninguém vê mas está aqui. Joguem luzes na minha estranheza, por favor. Eu quero escancarar.” Acho que o “quero escancarar” é o que eu mais fico feliz em ver quando as pessoas que estão no público sentem, quando eu percebo que elas estão se escancarando junto com a gente. Estão rompendo todas as barreiras da vida, sabe? Acho que isso é o que eu mais fico feliz de sentir no palco. De extravasar, sabe? Acho que tudo isso pode se resumir no refrão de “Caos à Vontade”: “Acalma essa alma imoral, não se judia assim. Nem tudo que é caos é mal. Nem o que é errado é ruim”, se joga! Acho que é isso. 
Para conhecer mais sobre a banda Nuvens, acesse o site oficial clicando aqui. Você pode seguí-los no twitter ou curtir a página deles no facebook

*Satyricon Delírio é uma peça teatral dirigida por Edson Bueno.O espetáculo do Grupo Delírio é uma adaptação do romance romano de Petrônio. Na trama, três malandros vivem em uma relação amorosa e carnal. O trio vive em uma cidade repleta de orgias, embriaguez e confusões determinadas pelos deuses. Na foto abaixo, o elenco da peça que estava presente no show foi convidado ao palco para simularem o clipe de Caos à Vontade. 

Agradecimentos especiais ao fotógrafo Luan Dovginski e à Thayz Poncheki por todo o auxílio. 
Postado por Giovana.